Hipnose e a Religião: quando uma confusão impede a felicidade pessoal

hipnose religiosa

07.05.2018 por Rafael Kraisch

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Hipnose tem a ver com religião ou misticismo?

Há séculos é alimentada uma crença errônea de que a hipnose é religiosa. Ou seja, tem relação com espíritos ocultos ou mesmo que é necessário acreditar em vidas passadas, seguindo alguma linha religiosa específica.

No entanto, nada disso é verdade.

Conforme sugere nosso título, todas as sensações estão em nosso cérebro.

Durante a hipnose, não importa a crença que a pessoa sustenta, mas sim a permissão dada para acessar o subconsciente.

Por conta das desconfianças originadas pela religião, muita gente reluta em participar de uma sessão de hipnose.

Devido a algumas crenças equivocadas de que a hipnose tem o poder de dominar e escravizar mentes, nem todos conquistam seus objetivos durante as sessões de hipnose com objetivos de terapia.

Vamos tratar aqui sobre a relação da hipnose religiosa.

De onde vem essa confusão?

Durante o início da história da hipnose ,  as técnicas de acessar o subconsciente eram totalmente associadas ao terreno místico e religioso.

Assim como outros fenômenos da natureza, como tempestades e erupções vulcânicas. Que hoje já sabemos que de místicos não tem nada, correto?

Atualmente, quem compreende a religiosidade com profundidade não se opõe a hipnose.

Muitas religiões e filosofias orientais, como budismo e hinduísmo, usam as técnicas de meditação e auto-hipnose que envolvem estados alterados de consciência em seus rituais.

Em religiões cristãs, a hipnose é aceita como uma alternativa terapêutica. São poucas as religiões, atualmente, que proíbem seus fiéis de participar de sessões de hipnose.

O curioso é que muitas pessoas e religiões veem a hipnose como uma forma de conexão com o divino, uma abordagem considerada interessante.

Vamos entender um pouco mais sobre o assunto?

A transcendência

Em rituais de diversas religiões é possível presenciar indivíduos entrando em hipnose durante as manifestações de fé.

Por exemplo, em algumas religiões cristãs é comum ver fiéis falando em línguas. Assim como esse fenômeno, a sensação de encontrar Deus, receber respostas para orações, rir, chorar, psicografar, entre outros, é resultado de um processo de hipnose.

O contato que o indivíduo tem com o seu próprio subconsciente é o que determina tais sensações. Todas as pessoas possuem o “poder” de entrar em contato com sua própria mente.

Um meio para isso é a auto-hipnose. Falo mais sobre isso e ensino a técnica em um livro que pode ser facilmente adquirido pelo link a seguir: Guia Completo para Auto-Hipnose

Ao dedicar foco total a alguma atividade, seja uma oração, ou passar momentos na internet e até dirigir um carro, a mente entra em estado de hipnose. No estado de hipnose, entramos em contato com nosso subconsciente.

Dito, isso, existe um mito que é preciso ser quebrado. No estado de hipnose, o cérebro não sofre alterações, como é difundido por velhas teorias que relacionam a hipnose com um relaxamento progressivo e contínuo.

Acontece que, durante um processo de hipnose, a pessoa poderá estar em um profundo estado de sonambulismo, imóvel e, de repente, reviver alguma experiência enérgica do passado.

Poderíamos usar como exemplo uma guerra, um afogamento ou acidente que gere aceleração ou choro. Isso fez a pessoa sair do estado de hipnose?

Não, de maneira nenhuma.

Podemos dizer que nesse momento, as ondas cerebrais estão totalmente bagunçadas, oscilando em picos máximos.

Caso sejam adicionados ritos religiosos, canções de louvor, emoção e fé, o estado de hipnose se aprofunda nisso e leva a mente a alcançar seus objetivos.

No que eu acredito?

Eu acredito que a hipnose pode auxiliar o ser humano a fortalecer sua fé, caso seja do seu interesse.

E você? Qual é sua experiência com esse tema? Já atribuiu a hipnose à esfera do misticismo sem ao menos questionar ou buscar um conhecimento diferenciado?

Te convido a saber mais sobre isso, pois conhecimento embasado nunca é demais! Assista esse vídeo para enriquecer sua leitura:

Rafael Kraisch

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