Será que apenas o remédio é capaz de curar a depressão?

Terapia é mais eficaz que remédios para a depressão

14.05.2018 por Rafael Kraisch

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Depressão é um transtorno sério e muitas vezes não atrelamos a importância da terapia no processo de cura.

Para a Organização Mundial da Saúde, os brasileiros são considerados a população mais deprimida da América Latina. Isso explica o porquê de, em apenas seis anos, a compra de antidepressivos crescer em 74%.

Apenas para fins de comparação, observe os números: em 2010, foram vendidos 35.453 unidades de antidepressivos. Em 2016, o número subiu para 61.859.

Isso significa que estamos imersos na tendência global do consumo desenfreado de medicamentos antidepressivos. O fato é que muitas vezes existem outras maneiras de construir um processo de cura, sem que o único meio seja por vias medicamentosas.

A depressão, muitas vezes, encontra-se lado a lado com outros transtornos como a ansiedade. Se é o seu caso, pode ser que se interesse pelo material Ansiedade sob controle.

A cura está nos antidepressivos?

Na maioria dos diagnósticos de depressão grave, as pessoas recebem prescrição de medicamentos sem ao menos cogitar uma ida à terapia.

Muitas vezes o corpo não responde bem ao primeiro medicamento. Os manuais médicos aconselham que sejam intercalados outros tipos de medicamentos, se necessário.

Porém, é muito importante a indicação de terapia! Tanto para tratamento complementar quanto para a substituição da medicação.

Terapia x Antidepressivos

Para avaliar a eficácia da terapia em relação aos antidepressivos, uma série de estudos foram revisados, envolvendo cerca de 600 pessoas com transtorno de depressão.

Todas elas não haviam observado nenhuma melhoria com o uso do medicamento durante seus tratamentos.

Nessa revisão, os estudos funcionaram como “ensaios aleatórios”. Isso significa que não houve poder de escolha sobre cada tratamento, em médicos e pacientes. Muito pelo contrário, os pacientes receberam tratamentos aleatoriamente.

Alguns resultados demonstraram que houveram mais benefícios na combinação terapia+medicamentos do que no tratamento apenas medicamentoso.

Em outro resultado, foi observado que a terapia gerou mais êxitos para o paciente como único tipo de tratamento do que o tratamento por medicamentos.

A conversa é um tratamento promissor quando se trata de depressão

Para aqueles que não vêem melhora com o uso de remédios, a terapia pode ser uma ótima alternativa para buscar soluções.

Muitas pessoas não respondem bem aos primeiros contatos com medicamentos e, infelizmente, forçam seus corpos na ingestão contínua destas drogas.

Esse é um caso clínico que necessita de mais atenção! Pois é necessário que se diminua as altas estatísticas de pessoas usando medicamentos sem benefícios reais.

É usual que a primeira tentativa dos medicamentos não demonstrem resultados, porém, é necessário observação do próprio corpo e mente para saber quando essa não é a melhor via para a cura de um transtorno.

O uso constante dos medicamentos sem o vislumbre da melhora também gera angústias no paciente, que se sente incapaz ou fraco.  Pessoas que possuem transtornos não podem ser diminuídas em sua situação e muito menos desconsideradas.

Falo mais sobre isso no artigo Depressão e ansiedade são sinais de fraqueza?

Fazer terapia é difícil?

É comum a queixa de que pessoas não fazem terapia por questões monetárias. Muitas afirmam que o acesso à terapia é mais difícil e caro do que os medicamentos, que se tornam mais fáceis com a existência de genéricos no mercado.

Em curto prazo, podemos afirmar que a terapia custa mais que a medicação. Além do mais, planos médicos não costumam cobrir tratamentos psicológicos, ou abusam de altas taxas de reembolso.

Porém, em longo prazo não há dúvidas de que a terapia vale o seu investimento.

Medicamentos tornam pessoas escravas do seu uso. Existem pacientes que utilizam os mesmos remédios por longos períodos da vida, sem nunca observar uma real melhoria em seus casos.

A terapia, por outro lado, ocorre por alguns meses ou anos. Assim que o especialista (ou o próprio paciente) observa uma transformação no seu jeito de ser, a terapia é interrompida.

De maneira geral, a escolha do tratamento sempre será de acordo com as possibilidades e capacidades do paciente em questão.

Além disso, também partirá da pessoa decidir o uso de um tratamento único ou a combinação de vários.

Cabe ao especialista apresentar todas as formas existentes de tratamento e, também, abraçar aquelas que são buscadas pela própria pessoa, caso demonstrem benefícios.

O mais importante é que a pessoa esteja em harmonia com a forma de tratamento escolhida. Ademais, não percam as esperanças de melhorar e descobrir o tratamento mais conivente com sua realidade.

Acredito que, para muitas pessoas, foram receitados apenas medicamentos e outros tipos de tratamentos sequer foram explorados. Esse é o quadro que precisa ser transformado, se buscamos por mais qualidade de vida!

Existem diversos tratamentos que podem ser utilizados e mesclados entre si. Posso enriquecer as possibilidades citando o uso da hipnose, que pode ser muito favorável.

Você pode ler mais sobre esse assunto na matéria Hipnose no tratamento da depressão

Se alguém não se sentir bem com um tipo de tratamento, deve lembrar que não é a primeira nem última pessoa a sofrer com isso.

A ação deve ser perceber o que não está funcionando, e acreditar que há outras maneiras, pois elas existem e podem estar mais próximas que imaginamos.

Para finalizar nossa conversa, quero estimular a reflexão a respeito do tema com este vídeo:

Até a próxima!

Rafael Kraisch

OBS: você pode ler a matéria sobre a pesquisa mencionada na íntegra pelo link: http://saude.ig.com.br/bemestar/terapia-e-mais-eficaz-do-que-remedio-contra-depressao/n1237956841512.html

 

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